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Saúde

AVC: Os 7 sinais de alerta que você nunca deve ignorar — Causas, tratamentos e como prevenir o derrame cerebral

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame, é uma das condições médicas mais graves e urgentes que alguém pode enfrentar. Ele ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido, provocando a morte das células cerebrais por falta de oxigênio e nutrientes.

O AVC é responsável por milhares de mortes e incapacidades todos os anos no Brasil, sendo a segunda principal causa de óbitos no país — perdendo apenas para o infarto. O mais alarmante é que grande parte dessas ocorrências poderiam ser evitadas com diagnóstico precoce e controle dos fatores de risco.

Infelizmente, o desconhecimento sobre os sintomas iniciais e a demora para buscar atendimento médico são os principais vilões quando se trata de AVC. Em muitos casos, as pessoas ignoram sinais claros de que algo está errado, acreditando que os sintomas vão desaparecer sozinhos.

Essa falsa sensação de segurança pode ser fatal. O tempo é um fator decisivo: quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de sobrevivência e menores os riscos de sequelas permanentes.

Neste artigo, você vai descobrir os 7 sintomas mais comuns de um derrame cerebral, entender as principais causas, os tipos de AVC, os tratamentos disponíveis e, o mais importante, aprender como se prevenir.

Vamos também abordar por que os casos de AVC entre jovens têm crescido nos últimos anos. Compartilhar esse conteúdo pode literalmente salvar vidas — a sua, de alguém da sua família ou até de um desconhecido. Então, leia com atenção e envie para quem você ama.

O que é um AVC (Derrame Cerebral)?

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma emergência médica caracterizada pela interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro. Isso pode ocorrer por entupimento de uma artéria (AVC isquêmico) ou pelo rompimento de um vaso sanguíneo (AVC hemorrágico).

Em ambos os casos, as consequências são graves, pois o cérebro depende do sangue para funcionar corretamente. A falta de oxigênio e nutrientes provoca a morte de neurônios em poucos minutos.

Diferente do infarto, que afeta o coração, o AVC atinge diretamente a estrutura mais complexa do corpo humano: o cérebro. Por isso, as sequelas podem variar muito dependendo da área cerebral atingida.

Pode haver perda da fala, dificuldade para andar, paralisia de um lado do corpo, perda de memória, entre outras complicações.

O AVC pode atingir qualquer pessoa, mas é mais comum em adultos acima dos 60 anos. No entanto, nos últimos anos, tem-se observado um aumento expressivo de casos em pessoas jovens, muitas vezes ligadas a estilos de vida inadequados e doenças crônicas não tratadas.

Por que o AVC é tão perigoso?

A cada minuto que um AVC não é tratado, cerca de 2 milhões de neurônios podem morrer. Esse dado reforça o quanto é urgente buscar ajuda médica ao primeiro sinal de que algo está errado.

Não adianta esperar que os sintomas passem sozinhos — isso dificilmente acontece. A frase “tempo é cérebro” resume bem a gravidade da situação.

Além de ser uma das principais causas de morte, o AVC é a principal causa de incapacidade permanente. Muitas pessoas sobrevivem, mas ficam com limitações que afetam drasticamente a qualidade de vida: não conseguem mais falar, se locomover ou até realizar atividades simples do dia a dia. Isso impacta não apenas o paciente, mas toda a família e a sociedade.

Portanto, reconhecer os sinais do AVC e agir rápido pode ser a diferença entre uma recuperação completa e uma vida com limitações severas — ou até a morte.

Os 7 Sintomas que podem indicar um derrame está acontecendo

Os sintomas do AVC costumam aparecer de forma repentina e intensa. Estar atento a essas manifestações pode salvar vidas. Veja os principais sinais de alerta:

  1. Dor de cabeça súbita e intensa: Uma dor diferente de todas as outras, que surge como um “estouro” e não tem causa aparente. É descrita como a pior dor de cabeça da vida.
  2. Perda de equilíbrio ou coordenação: A pessoa pode ter dificuldade para andar, ficar em pé ou apresentar tontura repentina.
  3. Fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo: Principalmente no rosto, braço ou perna. Isso geralmente ocorre em apenas um lado do corpo.
  4. Dificuldade para falar ou compreender: A fala pode se tornar arrastada, confusa ou incompreensível. A pessoa pode ter dificuldade para entender o que está sendo dito.
  5. Problemas de visão: Visão turva ou perda parcial da visão em um ou ambos os olhos.
  6. Confusão mental repentina: A pessoa pode parecer desorientada, confusa ou ter dificuldade para realizar tarefas simples.
  7. Alterações faciais: Um lado do rosto pode ficar caído ou paralisado, especialmente quando a pessoa tenta sorrir.

Como identificar o AVC usando a técnica SAMU

Existe uma técnica simples que pode ser usada para identificar rapidamente se alguém está tendo um AVC. Ela é baseada na sigla SAMU:

  • S – Sorriso: Peça para a pessoa sorrir. Um dos lados do rosto está caído ou não se move? Pode ser sinal de AVC.
  • A – Abraço (braços): Peça para a pessoa levantar os dois braços. Um deles está mais fraco ou não consegue ser levantado?
  • M – Música (fala): Peça para a pessoa repetir uma frase simples ou cantar uma música. A fala está arrastada, enrolada ou incoerente?
  • U – Urgência: Se algum dos sinais acima for positivo, ligue imediatamente para o SAMU (192) ou vá para o hospital mais próximo. Cada minuto conta!

Quais são os tipos de AVC?

Existem três tipos principais de AVC:

1. AVC Isquêmico

É o mais comum e representa cerca de 80% a 90% dos casos. Ocorre quando um coágulo ou placa de gordura bloqueia uma artéria cerebral, interrompendo o fluxo sanguíneo. Pode ter origem em outras partes do corpo, como o coração ou as carótidas, ou ocorrer por trombose local.

2. AVC Hemorrágico

Ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe, causando sangramento no cérebro. Pode ser provocado por aneurismas ou pressão alta não controlada. É mais grave e tem maior taxa de mortalidade.

Tipos:

  • Hemorragia intracerebral: sangramento direto dentro do tecido cerebral.
  • Hemorragia subaracnóidea: sangramento entre o cérebro e as meninges, geralmente por ruptura de aneurisma.

3. AIT (Ataque Isquêmico Transitório)

É conhecido como “mini derrame” e é causado por um bloqueio temporário do fluxo sanguíneo. Os sintomas desaparecem em minutos ou horas, mas servem como alerta para um possível AVC futuro.

O que pode causar um AVC?

Diversos fatores aumentam o risco de AVC. Os principais são:

  • Hipertensão arterial (pressão alta) — principal fator de risco.
  • Fibrilação atrial e outras arritmias cardíacas.
  • Doenças cardíacas como miocardiopatias e valvulopatias.
  • Diabetes — aumenta de 2 a 4 vezes o risco.
  • Colesterol alto e aterosclerose.
  • Tabagismo — causa lesões nos vasos sanguíneos.
  • Obesidade e sedentarismo.
  • Alcoolismo e uso de drogas como cocaína.
  • Alimentação inadequada, rica em sal, gordura e pobre em fibras.
  • Histórico familiar ou pessoal de AVC ou AIT.
  • Envelhecimento — o risco aumenta com a idade.

Por que o número de AVC em jovens tem aumentado?

Nos últimos anos, médicos têm observado um crescimento preocupante de casos de AVC em pessoas com menos de 45 anos. O motivo? O estilo de vida moderno.

Fatores como má alimentação, estresse, obesidade, sedentarismo, uso de drogas e aumento da pressão arterial têm contribuído para o surgimento precoce de doenças cardiovasculares. Além disso, o uso excessivo de eletrônicos, noites mal dormidas e consumo de bebidas alcoólicas são agravantes comuns entre os jovens adultos.

É fundamental que essa parcela da população se conscientize de que AVC não é “coisa de velho”. Qualquer pessoa, de qualquer idade, está sujeita ao problema se não cuidar da saúde.

Quais são os tratamentos disponíveis para o AVC?

O tratamento depende do tipo e da gravidade do AVC:

Para AVC isquêmico:

  • Medicamentos para dissolver coágulos podem ser utilizados nas primeiras horas após o início dos sintomas, desde que indicados por uma equipe médica e administrados com segurança.
  • Também há a possibilidade de procedimentos médicos com cateteres, capazes de remover ou desobstruir o coágulo que bloqueia a artéria cerebral.
  • A internação em unidades especializadas é fundamental para monitoramento e recuperação do paciente.

Para AVC hemorrágico:

  • Controle rigoroso da pressão arterial e suporte clínico.
  • Cirurgias neurológicas podem ser indicadas nos casos mais graves para conter o sangramento ou aliviar a pressão cerebral.
  • Cuidados intensivos são essenciais para estabilizar o quadro clínico.

Reabilitação:

  • Fisioterapia motora e ocupacional para recuperar movimentos.
  • Fonoaudiologia para reabilitação da fala e da deglutição.
  • Acompanhamento psicológico e neurológico, quando necessário.

Como prevenir um AVC? Dicas fundamentais

Prevenir é sempre o melhor caminho. Para reduzir as chances de sofrer um AVC:

  • Mantenha a pressão arterial controlada.
  • Controle o diabetes e o colesterol.
  • Pratique exercícios físicos regularmente.
  • Tenha uma alimentação saudável, com menos sal e gordura.
  • Evite o cigarro e o consumo excessivo de álcool.
  • Reduza o estresse e mantenha a saúde mental em dia.
  • Realize check-ups médicos periódicos.

Conclusão: Não ignore os sinais do corpo

O Acidente Vascular Cerebral é uma emergência médica que exige atenção imediata. Saber identificar os sinais precoces pode ser a diferença entre a vida e a morte — ou entre uma recuperação plena e sequelas irreversíveis. Compartilhe este artigo com seus amigos, familiares e colegas. Informação salva vidas.

Se você ou alguém próximo apresentar qualquer um dos sintomas mencionados, não espere. Ligue para o SAMU (192) ou procure o pronto-socorro mais próximo. E lembre-se: cuidar da sua saúde é o melhor investimento que você pode fazer.

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